segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ilusão.



"E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso,
não há dúvida de que paguei demais por aquele tapete novo."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

SEM FACE.




Esconda-me em Tuas asas, protege-me de mim...
Como os querubins em suas asas escondiam os rostos e os pés
Pra sem face a Tua Glória contemplar...
Livra-me de mim, leva-me a Ti
Mesmo que para isso eu vá me esconder...
Mas existe um lugar onde eu posso habitar
Lá eu sei que guardada eu descansarei.

"Minha dependência é o Senhor...
Só nEle eu esperarei."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MINHAS AGONIAS DIÁRIAS...

é... realmente eu estou me viciando...
Vejam minhas criações...

VIVA O POLYVORE!!!!
VIVA LA VIDAAAA!!!


Find me on Polyvore

Eu hein... hum.

CRIATIVIDADE A FLOR DA PELE!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

MANTO DA HUMILDADE



"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores. e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará." Tg 4.1-10

Saudades do final de semana que passou. Foram dias lindos, intensos e proféticos. Desafiador, posso dizer assim.

Minha foi desafiada, questionada e enfim respondida. Foram três dias. Sexta, sábado e domingo. O lugar? O mais impensado...rs. Por quê? Saberão o porquê.

Logo na sexta levantaram-se algumas barreiras, impecilhos... Foi impressionante como até mesmo na minha vontade, que era enorme em estar lá, algo começou a se mover. E pensamos que tudo isso é obra da carne... Mas se soubéssemos a destreza como o nosso "arqui-inimigo" age no mundo espiritual, pensaríamos duas vezes em nomear o desânimo que sentimos para ir em algum evento da igreja, como obra carnal.

Seminário de Batalha Espiritual, libertação, cura interior. A ministrante? Neusa Itioka. Uma paulistinha nissei, baixinha, uma senhorinha de quase uns sessenta anos. Invocada, precisa, sagaz e muito inteligente. Com uma autoridade digna de quem tem conhecimento de causa. E aliás, muito conhecimento. Com muita liberdade ela ministrou junto a sua equipe aos nossos corações e abriu uma porta, pelo menos na minha vida, na esfera espiritual que eu achei que nunca mais seria aberta. Mas eu não acho que algo aconteceu só apenas na minha vida. Eu sei que foram muitas vitórias em muitas vidas ali presentes.

Tinham cerca de quinhentas pessoas. A igreja era a Segunda Igreja Batista em São João do Meriti-RJ. Comigo estavam duas preciosas amigas. Deus colocou no meu coração o desejo de levar as duas comigo. Mísi Lenne e Talitha. Deus sabia o porquê das duas precisarem, tanto quanto eu, daquelas ministrações. As ministrações eram das 8h às 13h, a tarde eram ministrações individuais e a noite das 19h às 22:30h. Algumas pessoas foram escolhidas para serem individualmente tratadas. A Mísi Lenne foi uma delas. Ela realmente estava sentindo a necessidade disso. E foi tremendo, curador.

O assunto de batalha espiritual não tem sido entendido por muitos, que se chegam até mesmo a combater suas práticas, dizendo que se baseiam em heresias. Se o crente é uma nova criatura, dizem, como é que ele ainda pode ter demônios? Se Jesus já levou na cruz as maldições, por que ainda vou ter que quebrá-las?

Tais questionamentos são muito lógicos, porém não são verdadeiros, porque essas conclusões são tomadas de um incorreto entendimento das Escrituras.

Vamos começar com um exemplo bem prático, para que haja um melhor entendimento. Quando a Bíblia nos afirma em Isaías 53.4 que Jesus Cristo "levou sobre si nossas dores e enfermidades..." isso é algo consumado espiritualmente. O verbo no passado "levou" não indica passado em nossa vida neste mundo. Significa algo consumado espiritualmente e que eu, como crente, posso apropriar-me dessa benção. Se, por eu ser crente, isso já fosse uma realidade total em minha vida, eu então eu jamais ficaria doente! Mas não é assim. Todas as bençãos consumadas espiritualmente tem que ser apropriadas! É por isso que, tendo espiritualmente Jesus consumado na cruz a quebra das maldições, eu tenho que apropriar-me delas!

É por isso que, sendo eu espiritualmente uma nova criatura, tenho que apropriar-me disso também! Em outras palavras, tenho que apropriar-me da libertação de toda ação demoníaca na minha vida. Tenho que purificar a minha alma (cura interior). Tenho que orar para que as bençãos, que já foram espiritualmente dadas "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Ef 1.3), eu as possa receber!

Você pode estar se perguntando, mas por que Satanás e seus demônios teriam direito de atuar na minha vida? Ele pode pode sim, trazer maldições e oprimir sob os vários graus de opressão. São inúmeros os textos bíblicos que nos demonstram que as maldições são decorrentes do pecado (Sl 107.17; Rm 2.9-10; Lm 5.7; Jo 5.14 etc), mas o texto fundamental acha-se em Deuteronômio 28.15 e vesículos seguintes:

"Será, porém que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão..."

Neste texto Deus está declarando que as maldições alcançarão aqueles que não obedecem a Deus, que não cumprem os seus mandamentos; em outras palavras, Deus está autorizando aquele que é o agente das maldições -Satanás (e seus demonios) - a agir sempre que há pecado. Satanás recebe aqui este direito.

No caso de , que era homem íntegro e reto diante de Deus, Satanás nada podia fazer contra ele, tanto assim que Jó era muito próspero. Satanás somente pôde agir como agiu depois de ter recebido uma concessão especial dada por Deus, e de forma limitada. Este é o caso da provação, que Deus permite para o nosso bem (Tg 1.12; Rm 8.28). Assim, todo pecado constitui uma brecha que dá direito à ação de Satanás em nosso homem natural. O que devemos fazer então?

O apóstolo João, em sua primeira carta nos afirma:

"Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós memos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se conferssarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." (I Jo 1.8-9)

Nossa atitude deve ser a confissão. Note que João não está falando a incrédulos, mas a crentes. Este não é um texto evangelístico, é para nós, crentes. Por que temos que confessar, nós que já somos salvos? Não é para a salvação, e sim para que haja purificação em nosso homem natural (processo de santificação da nossa vida). E quando somos purificados, cessa o direito legal de Satanás, pois ele só pode agir quando existe impureza (pecado). A purificação torna alvas as nossas vestes espirituais, e ele não poderá mais agir. Por isso a Palavra nos exorta a manter sempre alvas as nossas vestes e a estarmos sempre cheios do Espírito Santo (Ec 9.8).

Diariamente, sem cessar, devemos levar ao Senhor o nosso pedido de perdão por qualquer falta que nos venha à mente pelo Espírito Santo.

Quanto aos nossos pecados cometidos antes da nossa conversão, se ainda não o fizemos, temos que pedir perdão, cancelando todo direito de Satanás; e também expulsar de nossa vida qualquer espírito maligno que tenha obtido o direito de agir, em decorrência daqueles pecados.

Se como crentes, nunca confessarmos e nem renunciarmos os pecados do passado, temos que fazer isso passando um "pente fino" para nos apropriarmos de uma completa purificação em nosso homem natural. E, daqui para a frente, temos que manter a nossa vida em pureza e santidade.

"O mesmo Deus da paz, vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vida de nosso Senhor Jesus Cristo." (I Ts 5.23)

São muitos os doentes dentro da igreja. Pessoas convertidas, mas que não foram libertas e carregam fardos pesados, antigos, oriundos de uma vida passada e cheia de brechas para a atuação demoníaca. Por isso é necessária a mudança do quadro geral em que se encontra a Igreja, a Noiva do Cordeiro, preparando-a para a volta do Senhor, ministrando a cada crente a sua purificação e libertação, e curando também as enfermidades físicas e as feridas da alma.

Este é o ministério de libertação e cura interior. Temos que viver em constante oração (I Ts 5.17), com ações de graças (I Ts 5.18), enfrentando a cada dia os nossos verdadeiros inimigos, e usando toda a armadura de Deus (Ef 6.10-18).

Podem me martirizar por tudo que escrevi aqui. Não é algo muito aceito, principalmente dentro dessa visão limitada de tradicionalismo em que se encontram as igrejas. Isso aqui não anula o poder da cruz de Cristo e nem muito menos a obra completa de salvação, renegeração através do sangue de JESUS. Isso só nos direciona a apropriação de toda a herança que nos é dada por direito, pela adoção da paternidade de Deus.

Verdades precisam ser esclarecidas! Se toda a igreja ministrasse isso... Tudo seria muito diferente e em todas as áreas, financeira, sentimental, psicológica, familiar, sexual, ministerial, física e espiritual.

"Sede sóbrios e vigiliantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge , procurando alguém para devorar." (I Pe 5.8)

E por que Pedro nos iria alertar desse modo se o diabo não pudesse nos atingir?
Em conclusão, muitos não estão vivendo uma vida em abudandância porque não se apropriaram das bençãos que Jesus conquistou na cruz.

Eu me apropriei! E você?

"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar." (Ef 6.10.20)

Eu me revesti do manto da humildade e me humilhei perante a mão do Senhor... Mesmo nos púlpitos, pregando, me sinto indigna por mim. Mas digna porque o sangue de Jesus me dá esse direito!


terça-feira, 18 de novembro de 2008

AMADA FABÍOLA...


Hoje foi um dia mais que especial...

Aniversário de uma grande amiga, irmã, companheira, intercessora...

Uma pessoa linda, feita de amor que foi um presente precioso que Jesus me deu.

Poder contar com sua força indispensável nas minhas batalhas, que somam ao carinho, apreço, respeito e admiração é, realmente, algo sobrenatural.

Não é sempre que podemos esperar isso de alguém. Alguém que compre briga por você, que defenda seu caráter no somente no mundo carnal, mas no espiritual. Sim! Ela tem comprado briga com o inferno pela minha vida...

A comunhão é tão grande que o nosso maior intercessor, o amado Espírito Santo, canta pra ela as minhas canções em momentos de intimidade... Sim! Ele canta... E ela mesmo me diz: "O Espírito Santo conhece as suas canções minha amada!".

Como é preciosa nossa koynonya... Quero eternizá-la por toda a minha vida e agradecer a Deus pela sua vida! Referencial pra nossa cidade, Angra dos Reis, onde todos os dias, das 10h ao meio dia, no canal 10, ela apresenta o programa Vida & Saúde, em que profeticamente declara a vida, o Senhor Jesus e saúde, declarando a cura de Deus sobre nossa cidade.

Hoje, foi um programa especial. Um programa comemorativo. E eu tive a honra de conduzí-lo, foi coberto de homenagens especiais, depoimentos e carinho do público que a ama. Foi uma delícia, poder ver de perto, o quão amada e especial, minha amiga é.

Uma serva de Deus (que vive a essência dessa palavra com humildade, sensível, separada, ousada, engraçada (ahhaahahahahaha... sim, a alegria do Senhor é a nossa força!), com o dom de comunicar, que adora doces (aliás adoramos comer...rs), autêntica, vaidosa, amável, sincera... São muitas as qualidades...

Eu a amo demais... Ela é a Fabíola Fernandes, aquela que sonha os sonhos de Deus. Aquela que tem sido marcada porque lutou com Deus e prevaleceu. Aquela que teve seu nome mudado. Aquela que teve seu caráter aperfeiçoado.




Deus a abençoe minha amiga... Parabéns e feliz aniverário!
Angra dos Reis, 18 de novembro de 2008.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PRESENTE!

























Os ombros ungidos gostam de estar bem vestidos...




Eu adoro moda. Adoro a arte de se vestir bem. Gosto de acessórios, peças diferentes, brechó... como eu me acabava em São Paulo!




E então descobri esse site... aliás, uma preciosa amiga me passou a dica...



Anne! Você é completaaaa amiga! Venha logo pra Angra pra gente se divertir na madrugada pra valer...rs













Entrem e se divirtam... Dá pra montar nossos próprios sets e looks! Se cadastrem e inspirem-se! Vale a pena... é uma delícia!!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

João Batista

Nova canção... escrevi numa noite sólida, dura e angustiante. Foi revelada pelo Espírito Santo e retrata a minha inconformidade e desejo de ser aquilo que Ele quer que eu seja em meio ao mundo de pedra, mundo dos corações de pedra que estão dentro das nossas igrejas. Que Deus tenha misericódia de nós e nos use como João Batista. Para produzirmos frutos dignos de arrependimento.


JOÃO BATISTA

(letra e música: Elaine Castro/arranjo: Jônatas Castro)


Este é o tempo, tempo preparado
De arrependimento e remissão dos pecados
Tempo da ousadia, de enfrentar os fariseus
A religiosidade e de vencer o eu
Há um chamado, há uma história
Há um deserto a percorrer
Um caminho a preparar
Para Àquele que após mim virá...


Eu sou a voz que clama no deserto
Anunciar ao mundo que o Senhor está perto
Eu vou lutar contra o pecado
E me preparar para a volta do amado: Jesus...
Jesus, Jesus, Jesus...


Este é o tempo, tempo do renovo
De reescrever histórias e viver um tempo novo
Tempo apostólico, de vivenciar milagres
De vencer a carne pra viver em santidade
Há um chamado, há uma história
Há um deserto a percorrer
Um caminho a preparar
Para Àquele que após mim virá...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MINISTÉRIO, UM DESAFIO




Porque d'Ele, por Ele, para Ele são todas as coisas...


Santidade, excelência, compromisso e integridade. Palavras chaves do ministério do adorador.

Participei no último final de semana de um evento maravilhoso! Foram dois dias me alimentando e sendo ministrada com muita graça e unção... Como é importante pararmos para refletir e enchermos o nosso vaso. Geralmente nunca tenho tempo para isso. Sempre viajando muito, cantando, pregando, ministrando e tendo que abençoar. Sempre tendo que estar disposta, sempre sorrindo, sempre em evidência, na frente, vestindo uma bela roupa (desconfortável, às vezes...). Sempre tendo que estar pronta para dizer "Assim diz o Senhor..." quando Ele manda dizer, sempre conduzindo a igreja a momentos de prazer para a presença de Deus, sempre levando o povo a adorar.

Não me refiro a isso como um fardo, como um peso. Mas como uma responsabilidade. E toda e qualquer responsabilidade requer um preço, requer compromisso. E eu desde a minha mais tenra idade (ahahahahahahaha... posso dizer, menina.) vivo isso no sentido literal. Sempre separada de tudo, de todos. Longe dos lugares mais freqüentados por qualquer menina da minha idade, distante dos circos, dos teatros, dos cinemas, das casas das amigas, das excursões da escola, das festinhas de aniversário, bem longe do sistema. Mas sempre alvo das investidas, das setas, dos ataques, da inveja, da fofoca, do preconceito (sim, preconceito porque eu não era como as outras, eu me vestia diferente, eu andava diferente, falava diferente, daí, é normal que os amigos se afastem e não te enxerguem como eles). Sempre motivo de orgulho para papai e mamãe, mas de muita preocupação também. Passei por momentos na infância muito delicados. Se eles não tivesse se colocado na brecha por mim, o inimigo certamente teria alcançado seu objetivo, me parar.

Aprendi a lidar com essa separação do mundo há muito tempo. As coisas sempre foram muito esclarecidas na minha cabeça. Apesar de que, às vezes, eu passava por umas crises, mas que logo acabavam porque eu via, que realmente, tudo valia a pena. Mas via muito claramente. As promessas de Deus para minha vida sempre foram muito expostas para o mundo - ahahahahahahahaa, talvez por isso não vou usar parênteses agora. E não estou rindo por motivo de vaidade, mas por me alegrar em Deus, de que Suas promessas não falharam e nunca falharão! Aleluia! Ele fazia questão de que todos soubessem a grandiosidade do Seu poder e do ministério que me havia confiado. Ministério e não carreira. Compromisso com Deus e não com o mundo. Zelo e não ciúmes.

Lembro-me agora de todo o processo de José. Tudo que ele passou, não para que ele pudesse receber a exaltação. Todos pensam nisso, exatamente assim, aliás, é muito cômodo pensarmos assim. O moço sofrido, invejado pelos irmãos, vendido, tentado, aprisionado, envergonhado, mas governador! Não, amados! Não! Isso é óbvil demais para nós. Deus moveu todas as circunstâncias para livrar os mesmos que colocaram José na cova, os mesmos que o venderam e mentiram para o velho Jacó, entristecendo o seu coração. Sim, Ele sabia que haveria um período de seca, de escassez e que eles não resistiriam se não fossem por José guardados. A promessa estava com Jacó, Israel de Deus, o povo separado. Se José não fosse governador, certamente eles morreriam de fome e nunca mais se ouviria falar nessa geração.

Ou você acha que o sofrimento de JESUS na cruz foi para que hoje pudéssemos dizer que de humilhado, açoitado, mal-tratado, Ele é o Cristo ressuscitado? Sim, também! Jesus, o filho de Deus passou por tudo isso para que nós pudéssemos ter acesso as promessas de Deus, o Pai. Passou por tudo para que tivéssemos direito, por Ele à herança, como filhos, por adoção. Ele é o nosso fiador "De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador" Hb 7.22. Se porventura, Deus se esquecer das promessas que fez a você, a cruz não o fará esquecer. Jesus está a Sua direita para lembrá-Lo da aliança.

Será que você está acompanhando o meu raciocínio? Todo processo de humilhação, desprezo não se restingirá apenas a exaltação de Deus na minha vida. Há vidas em risco, há almas no jogo. Há salvação neste negócio e por isso não posso parar. Aleluia! Por isso é a palavra de ordem de Deus, no meu ministério, é santidade. Por isso abdiquei de toda uma vida secular, faculdade, emprego, carreira para serví-Lo com todos os dons, que Ele me deu e que eu , apenas, devolvo. Separar-me do mundo e de suas concupciências e cumprir com o chamado é um desafio pra mim. Mas que a cada dia é vivenciado na sutileza da expressão da excelência do amor de Deus em mim. "Temos porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." 2 Co 4.7

Admito ser falha, sou humana. Tenho limitações e características da minha personalidade e caráter que precisam ser moldados a cada dia pelo Espírito Santo. Minha oração sempre é muito sincera, peço temperança com tanta intensidade que, por vezes, tenho me visto exalando reconhecimento da minha impulsividade e arrependimento de atitudes. Acho que estou chegando lá, mas ainda falta muito, admito. "Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.!" 2 Co 4.16.


Mas é maravilhoso, em Deus, reconhecer nossa diferença no mundo. É bom ter a consciência que ser um adorador nos dias do fim é ser adorador proferindo palavras proféticas, de quebras de aliança, de maldição, de desenterrar pecados e dons, de desfazer no mundo espiritual armadilhas para cegar nossa visão. É ter ousadia e entrepidez para dizer não a religiosidade, artifícios humanos que mísiticamente nos levam a Deus, quando só há um caminho, Jesus. E Ele foi o primeiro a quebrar tabús dessa religiosidade. Foi Ele quem curou no sábado, foi quem Ele quem chamou os escribas e fariseus de "sepulcros caiados" e expulsou os cambistas do templo. O mesmo que Paulo nos adverte a imitar, como ele o faz.

São muitas as lutas na vida de um adorador. Adorador do tempo do fim. Mas não desanimo porque as muitas lutas e tribulações não hão de se comparar com a glória quem há de ser revelada em mim. Sinto-me honrada por ser escolhida. Por ter que resgatar vidas do inferno. E ter vida e intimidade com Deus, nos remete a Pedro. Que depois de ter se encontrado com Jesus e ter reconhecido que Ele era o Cristo, o filho do Deus vivo, pregou o evangelho no dia de Pentecostes e ganhou três mil almas e vê-las sendo transformadas e seladas pelo Espírito Santo é motivo pra que eu e você percebamos a necessidade da intimidade com Jesus.

Adoração sincera e intimidade geram transformação de vidas. Eis aí o motivo da minha separação. Do meu processo que não tem fim, da conhecida, mas não vivida na essência, a santificação. Descanso em Deus, na certeza de que um novo tempo no evangelho eu estou começando a viver.




"Pelo contrário, em tudo recomendado-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortes, entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tenho, mas possuindo em tudo". 2 Co 6.4-10.

Escola de Adoradores - PIB ANGRA




domingo, 2 de novembro de 2008

DOCE IRMÃO


Deus é tão BOM pra mim!
Quantos presentes ele me dá...

Um dos presentes que ele me deu eu ganhei no dia 31 de Outubro de 1989.
A primogênita da casa e até então a "filha única" perdeu a prioridade na família (já tinha perdido quando o Isakinho nasceu, meu primo)... mas agora era pra valer. Perdi o reinado com quase seis anos de idade e o quarto que era só meu. Comecei a sentir a dor da perda no dia que mamãe saiu para o parto, em Volta Redonda e não quis me levar com ela. Puxa! Que desolação. Com muito custo e demora ele nasceu. Sim, nasceu depois da hora prevista. Minha mãe teve problemas com a anestesia e a demora pra ele nascer, fez com que perdesse a oxigenação e se enrolasse no cordão umbilical, nascendo todo "roxinho". Por um milagre ele não morreu. Deus já havia traçado seu destino de vida e vitórias. Seu primeiro bercinho foi a encubadoura. Doce encubadoura... Destino dos bebês que nascem sem saúde, precisando de cuidados especiais.
Puxa! Minha mãe estava demorando a voltar! Pensava a menininha... Tá demorando em voltar pra casa e trazer nas mãos o peso na barriga que a fez engordar mais de 20 kgs! Eu ia ganhar um irmão. E foram me buscar em casa para que eu visitasse minha mãe e o bebê, doentinho, no hospital. Quando cheguei, logo fui correndo para o quarto, queria ver minha mãe. Minha mãe. Mas quando cheguei... Não a vi somente. Lá estava ele, todo enroladinho, mas enroladinho de verdade numa manta, e ele era carequinha. Bem carequinha. Com uma marquinha vermelha na testa. Grande, gordinho... Um bonequinho lindo! Que delícia. O bonequinho responsável em tirar a minha prioridade a da minha própria casa. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!
Mas logo tudo ficou bem, voltamos felizes e alegres para o lar, doce lar.

E ele foi crescendo, espertinho que só ele. Chorão, emotivo e com um "doce" problema na língua. Sim, a linguinha presa pra falar o "s", rs. Era mais evidente ao cantar... "quantas vezes, quisestes então mudar teu pensar, teu modo de agir..." Evidentes eram as lágrimas que ele não conseguia conter. Ele já tinha a arte em si. Era artista e chorava ao expressar-se com os dons que Deus já o havia confiado. Reger a mocidade com o papai era normal. Todo domingo, levanta-se no colo da mamãe, esticava os bracinhos e copiava o papai. A referência era o pai, ele queria ser como o pai.
Mas eu tive um grande momento de raiva do meu chorão preferido. Eu tinha um piano, da hering, lindo, rs. Sim, ele era lindo. Um piano pequeno, de madeira e tinha até um banquinho. Ah, como eu tinha cuidado com o meu piano. E ele insistia em abrir a tampa e tocar. Mas tocava com força e gostava de desmontar as teclas. Ele tinha um "chamado" para mexer nas coisas de forma diferente. Tudo ele queria entender como funcionava. E assim foi com meu pianinho, doce pianinho, que mais tarde veio a ser a sua paixão. Perdi o reinado mais uma vez. Minhas aulas de piano, durante quase oito anos no conservatório, serviram apenas para minhas lembranças e formações harmônicas da minha cultura musical. Meu teclado ganhou um novo dono. Ele agora tocava, sobrenaturalmente, mais do que eu. Sim, meu irmão menor era agora o pianista da família! Ah, sem problemas, eu sabia que teria exclusividade pra sempre com ele. Sabia que ganharia um pianista exclusivo e que compreenderia mais que ninguém a minha musicalidade.

Não conformado em apenas tocar, ele queria agora escrever. E compôs sua primeira música. Claro, era uma música para ser executada no piano. Não me lembro o nome, mas lembro que não foi escrita a próprio punho. Ele já usava a tecnologia ao seu favor. Era uma partitura feita no computador! Que menino prodígio. Gostava de inventar, fazia invenções... desmontava as coisas e reinventava meios para melhorar a praticidade do nosso dia-a-dia (tia Milaide que o diga, né Dexter?) Tá que não eram coisas muito usuais, mas ok, que visão que ele tinha da vida, gente? Jogar vídeo-game, estudar, ir pras aulas inglês, música, igreja... E nada mais. Um menino, sempre um menino. Nunca jogou bola ou brincou na rua. Sempre dentro de casa, cheirando a lavanda Johnson e pedindo cafuné na cabeça e que coçasse as costas...
Voltemos a partitura do piano. Que nada... Ele queria escrever mais agora. Agora já sabia mexer no programa (me esqueci o nome, mas antecedeu ao Sibelius, rs) e outra Elaine, surgiu na vida dele. Dessa vez foi a Elaine de Jesus. Visitando nossa igreja e ela conversando conosco (pai e mãe) e com ele, que acabou contando que escrevia cifras, o contratou para escrever as cifras do seu cd para o seu site. Ah... sim, ela o contratou porque queria pagar pelos seus serviços! E pagou. Pagou um bom dinheirinho na época e ele, esperto não rejeitou. Ele devia ter uns onze anos na época, era um menino. E papai, que sempre comprava arranjos pra mocidade, percebeu que teria um arranjador em casa. Quanta comodidade! Eu, um pianista, papai, um arranjador! Uau... O ladrão da minha proridade poderia ser útil, hum, até que não foi tão ruim assim dividir o quarto. Sim, o arranjo... "Deus dos deuses", essa foi a música. Lindo, lindo... arranjo que até hoje é executado na igreja pela orquestra, ele escreveu pra todos os naipes, inclusive pras cordas. E ele era um menino! E ele tinha uns catorze anos, não mais que isso. Daí pra frente, aprender a programar no seu Fantom foi só um detalhe... E eu, percebi que ministerialmente, o presente que havia ganhado havia se tornado essencial na minha vida. Ministrar com ele ao teclado era prazeroso, ele esticava as canções e me mostrava que poderia, com liberdade, sem play back, ministrar espontaneamente nas minhas apresentações. O prazer que ele tinha em levar seu teclado, sempre pesado e maior do que ele era visível e ele não precisava mais ser conhecido como o irmão da Elaine Castro, ou filho do Pr. Eli Viléla. Ele já tinha identidade, ele já tinha seus próprios méritos. Ele era o Jônatas Castro, ou melhor, Jojô.
Conhecer grandes nomes da música gospel, tocar com eles, no furo do tecladista, passou a ser comum. Uau, ministrar ao lado do Bispo Bené Gomes, e ele era só um menino. Quantas oportunidades Deus o deu para estar ao lado de príncipes e assentar com eles na mesa do rei. Sim, ele era príncipe também. Um doce príncipe, menino príncipe.

Ele foi crescendo, desenvolvendo. Suas referências, que são bem similares a minha, o fez crescer como músico, arranjador, compositor (podemos dizer que estamos numa fase rock and roll, rs, já passamos por tantas, mas sinceramente, enxergo essa como a melhor, a mais plena, a mais rica, a mais abundante em Deus). Hoje não consigo mais dar vida as minhas canções sem que ele esteja ao meu lado. Difícil é conciliar nossas agendas. Ele não mora mais em casa. Está estudando, fazendo faculdade. Não é mais um menino. O menino passou para quatro universidades federais. Estudou, se consagrou, fez um propósito com Deus, que atendeu as suas orações. UFF, UERJ, UFRJ e UFJF. E nesta última ele cursa Ciências da Computação, está no segundo período e residindo em Juiz de Fora-MG.

Mas Deus, que tem propósito nos nossos encontros, sempre prepara um jeitinho de nos unir, sempre para que mais uma pérola nasça para o seu louvor. São algumas canções embaladas pela nossa arte e por nossos corações adoradores desejosos pela presença de Deus. Motivo de alegria para nós é poder saber, que com nossos talentos, podemos alcançar o coração do Pai. Tocar seu coração, chamar a Sua atenção, mostrar ao mundo que dois jovens separados dos prazeres carnais e vivendo desde crianças o sonho Dele, podem ser felizes na mais pura essência da vida é sempre um desafio. Mas que aceitamos, sempre monitorados pelos responsáveis da nossa existência, papai e mamãe. Um desafio que tentamos vencer a cada dia da nossa existência.

Temos nossos quartos separados. Eu o meu e ele o dele. Não precisamos mais dividir um e isso é uma benção, mas usamos o dele para criar as canções (claro, todos os equipamentos, teclados, laptop... estão no dele, eu só fico olhando e pensando, como pode, meu irmão conseguir fazer tudo isso, assim, Deus o ensinou!). Isso é um milagre, porque ele tem habilidades profissionais e está gerando comigo meu novo cd, fazendo as pré-produções e dando forma as canções com arranjos lindos, modernos, sensíveis, espirituais e ungidos.
Não é muito difícil imaginar o futuro dele, meu irmão. Seu amor e paixão pela arte, dom de Deus, o faz ser grande, o engrandece. Mas seu eterno jeito de menino o atrai para a presença de Deus, como criança, pedindo a mão do pai para atravessar a rua.

Minha música não existe sem a sua, Jojô, meu doce irmão. Se eu sinto saudades de você, imagine Jesus, que deve ficar desesperado quando o atrai pra Ele e por algum motivo não o encontra. Sua vida é um mistério. Seu talento e dons naturais, foram dados e aperfeiçados em Deus para alcançar as nações. Seu futuro depende de você, das suas decisões, porque Deus o escolheu para uma grande obra e marcar nossa geração e as outras que virão.

Amo você, meu irmão... Doce irmão. Amado por mim, pelo meu pai, pela minha mãe e por Jesus (e pela Sara também...rs).

Eu, papai (Pr Eli) e mamãe (Laureci)

31/10 - aniversário de 19 anos do meu irmão eu, atrasadamente, fiz essa homenagem pra ele...rs.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

REFERÊNCIAS pra mim...

Tenho ouvido muita coisa, como sempre. Tenho descobrido minhas reais tendências e encontrado uma identidade, que achei nunca encontrar. Alguns elementos que ouço foram importantes para algumas mudanças, às vezes espiritualmente, musicalmente, prazerosamente... Tenho uma lista ao lado direito do blog chamada "música pra mim". Reparem que eu sinalizei como "música" e não como canal de bençãos, edificação espiritual. Há uma grande diferença nisso tudo. E talvez alguns se assustem ao ver cantores cristãos, bandas seculares tudo junto e misturado. Mas eu sei até onde meus ouvidos podem ouvir e canalizar alguma coisa para o bem e para o mal. Tenho consciência do que me faz bem e me agrada. Muitos não conseguem achar esse ponto de equilíbrio. Mas eu consigo, o Espírito Santo me ajuda. Meus ouvidos são santificados. Minha mente também. Mas sou carne, humana e existem inexplicáveis fenômenos que acontecem e mim quando ouço Coldplay, por exemplo. Diferentemente de quando ouço Cindy Morgan. E ainda mais distante de quando aperto o Play e ouço Leeland.
Decidi postar então alguns desses elementos diferenciadores... Começo nessa postagem com dois... Depois vem muito mais pra vocês.
JEREMY CAMP - Carried Me: The Worship Project 2004

Que cd lindo gente! Me surpreendi a cada letra, a cada arranjo, apesar de termos a sensação de que é um cd comercial, encontramos uns elementos diferenciais.
"Beautiful One", de Tim Hughes (compositor da conhecica "Here I am to worship") é maravilhosa! Os vocais, como eu adoro... as guitarras estão perfeitas...
"Wonderful Maker" é uma canção linda de adoração, daquelas que você ouve e quer de novo.
"Empty me" é a minha preferida! Digna de versão. E "Carried me", a última faixa, que é surpreendente...


http://www.independentbands.com/cd/jeremycamp/carriedmetheworshipproject.html



BROOKE FRASER - Albertine 2006

Essa é uma das minhas referências atuais de voz, composições, produção, arranjos, sonoridade.
Eu estou apaixonada por esse cd. É o segundo cd da Brooke. Ela é da Nova Zelândia e membro da Hillsongs Church. O primeiro cd também é lindo, diga-se de passagem, mas esse é mais maduro. Quem me apresentou essa pérola foi um amigo muito querido de BH, André, Dr. André Arêdes. Doido por pop rock e com referências internacionais interessantes, meu irmão sentou com ele e trocaram figurinhas, cds. Junto veio esse disco que tem mexido com minha concepção ministerial e papel junto a minha geração. Brooke é um ano mais nova que eu, e tem uma maturidade incrível, musicalmente (ela toca piano, violão, compõe, produz, arranja), é integrante do Hillsongs (Hosanna, do cd Saviour King é dela), e ama missões como eu, é linda, ousada, corajosa, e abusa de elementos na sonoridade da voz, adoro a dinâmica dela e a dicção, com muita precisão. O som de batera do cd é simplesmente perfeito, as guitarras, aff... Sem falar no som do piano, sempre muito madeira... Agora vamos as canções. "Swadowfeet", a primeira faixa, comercial, mas linda. "Deciphefing me", letra intrigante, do jeito que adoro. "C.S LEWIS", uauuuuu!!! Que piano mais lindo... E como a Brooke é louca em dar o nome de Lewis a essa canção, claro que são questionamentos que o famoso escritor também tinha. Ainda vou postar uns trechos e pensamentos dele aqui no blog, são dignos de serem apreciados. "Seeds", quanta inspiração! E que violões lindos, sem trastes... loopings, percurssões perfeitas. Me lembra de Roboão, o rei que foi e não deixou saudades de si. O que estamos deixando para o nosso legado?
"HOSEA'S WIFE" é a minha preferida do cd. É a realidade do cristianismo. Vendido, enganando seguidores que são manipulados pela prostituição como Gomer, a mulher de Oséias. Eu postei um artigo (Prostituição) com a versão que fiz para essa canção, que provavelmente entrará para o repertório do meu novo projeto (tá ficando lindooo...). Adoro os efeitos do arranjo... as cordas, guitarras, a interpretação dela. Enfim, um cd que vale realmente a pena.
"Hymn" é um hino. No sentido literal. Que arranjo lindo de cordas. Daqueles que ficam nos anais da história.

http://www.gospeldownloads.com.br/album/cd/3487/Brooke+Fraser/Albertine


Agora você deve estar se perguntando, nossa! Ela realmente
gosta da Brooke (repare na diferença entre os dois textos, o do Jeremy e dela...)
Pois é, eu me identico mesmo com ela, com os propósitos
ministeriais, propostas musicais.
Faz bem aos meus ouvidos e coração. Apesar de que, quem me conhece,
sabe que sou muito instável, de momentos... Mas hoje estou vivendo isso.
E tenho retratado isso nas canções que tenho escrito... Com muita
responsabilidade me coloco a disposição do Senhor, com sensibilidade nas letras,
melodias e harmonias (auxiliada pelo Jojo, meu doce irmão) para alcançar
o Seu coração e disponibilizar ao mundo o caminho para a presença Dele.

Quando tiver curiosidade de ver como a Brooke é, procure os
vídeos no You Tube, lindos e originais.
Tenho alguns nos meus favoritos do orkut. Valem a pena...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

tadinha de mim....


"Não vou me encantar, nem vou me prostar diante do deus que dominou e se apossou deste século. Não vou aceitar e nem participar dos manjares oferecidos a mim."

(trecho da minha canção... RUMO AO CÉU...)


terça-feira, 28 de outubro de 2008

NA CONTRA-MÃO DO SISTEMA.








"Palavras que, em visão, vieram a Amós, que era entre os pastores de Tecoa..." Am 1.1


Um profeta que rejeitou treinamento de profeta profissional, admitindo ser um simples pastor de ovelhas e colhedor de sicômaros (um fruto considerado o "figo" dos pobres). Vivia em Judá, mas foi chamado para profetizar no Reino do Norte de Israel, aonde era visível a ostentação material. Novos auges políticos e militares trouxeram para Israel um tempo de prosperidade para o povo, que envolvido com seus bens e vida social, luxúria para os ricos e opressão para os pobres. A imoralidade imperava, o sistema judicial estava corrompido e o que é pior: a idolatria estava exuberante. A situação religiosa estava um caos, o envolvimento com suas próprias vidas, com o egoísmo antropocêntrico colocou Israel em julgamento perante o Senhor que estava impaciente e estava disposto a destruir a nação a menos que houvesse uma mudança no coração do povo – uma mudança na qual "corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene." Am 5.24. O que é pior, o povo estava tão cego concernente a real situação deles diante do Senhor, que acreditavam que o tempo da prosperidade em que viviam, era sinal da benção de Deus sobre eles. E a tarefa de Amós, o colhedor de sicômaros e pastor, era entregar a mensagem de Deus, pregando contra todo o sistema, contra toda hostilidade, futilidade, contra a prosperidade em que o Reino do Norte, governado pro Jeroboão vivia.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Um povo corrompido pelos próprios prazeres, envolvido pelo desenvolvimento tecnológico, preocupado com os seus limites de terra, em construir riquezas, vivendo libertinagem e imoralidade, invertendo valores importantes para uma sociedade, vivendo reféns do próprio desenvolvimento, presos em grades e cadeados, ou dentro de um carro na maior parte do dia, perto de um colapso involuntário e longe, bem distante de Deus. Tentando descobrir meios para alcançar a Deus, criando formas e caminhos para ter acesso a qualquer resposta aos mais simples questionamentos que o homem sempre vai ter quanto a eternidade e a paz interior. Construindo muros e se fechando dentro de si em castelos de torres altas e vivendo o mais literal sentido da solidão. Sucumbindo em religiosidades, em rituais que aparentemente os aproximariam de Deus, sobrevivendo em meio aos compromissos diários da vida secular e preocupados com seus anseios e desejos.

Todo desenvolvimento em que vivemos, facilidades em conquistar diplomas e um lugar de destaque na sociedade, leva a entender que Deus está nos aprovando em meio ao mundo em que vivemos. O mundo que não é o nosso lugar, o mundo que jaz do maligno e reconhecer essa verdade não é fácil em meio ao luxos do século XXI. O deus do século, o príncipe do mundo se apresenta a nós da melhor maneira possível, nos encantando com manjares e ofertas irrecusáveis, nos cegando e nos dominando nas víceras da carne.

Assim como Israel, esbanjando a prosperidade e as riquezas... Experimentando, como há muito tempo não viam, um tempo de fartura. E o mesmo povo que viu o mar vermelho se abrir, que foi guiado por quarenta anos no deserto vivenciando os milagres do maná, das codornizes, da coluna de fogo e de fumaça, das rochas brotarem em água, se esqueceu do Deus dos milagres. Ou se lembrava dele apenas nos dias festivos, nas datas comemorativas, mas no dia-a-dia, era raro a busca por Ele e tentar agradá-Lo. Uma sociedade materialista corrompida, mas próspera e vivenciando as mais plenas realizações humanas. Assim é a nossa geração. Vendida, enganada, acreditando que Deus está aprovando atitudes de mentira, ritos externos e falsas ideologias.

Profetizar contra todo esse sistema era o que Deus pretendia que Amós fizesse. Que saísse de lá do meio das suas ovelhas, com ousadia e entrepidez, entregasse uma mensagem de juízo para o povo que Deus sentia saudades. Ele enfatiza, de um modo peculiar, que a retidão e a justiça são essenciais para uma sociedade saudável. Religião é mais do que observar os dias festivos e reunir assembléias santas. A verdadeira religião exige um viver de retidão. O modo com que uma pessoa trata o seu próximo revela seu relacionamento com Deus. Jesus disse que o maior mandamento de todos era amar a Deus. O segundo era amar o nosso próximo como a nós mesmos. E esta é a mensagem de Amós. A mesma que necessitamos hoje. Também vivemos numa sociedade próspera e materialista. E também nos enganamos que temos as bençãos de Deus sobre nós. A tendência é dar a Deus bens materiais, ofertar na igreja, dar o dízimo, ajudar a obra missionária e crer que o satisfazemos e que Ele está sempre conosco. A prosperidade material, frequentemente, leva à corrupção religiosa e moral e a observação de ritos externos não é suficiente.

Amós estava na contra-mão de tudo. Estava do lado errado da história. Como um pastor de ovelhas e colhedor de sicômaros era o portador de Deus? Haviam outros profetas, considerados profissionais, aprovados na escola dos profetas. Porque Deus traria um "qualquer" de Judá para profetizar em Israel? E ainda profetizar contra um sistema aparentemente saudável.
Quem de nós está disposto a fazer o mesmo? Quem está disposto a levantar a bandeira contra o sistema corrompido dessa sociedade e de uma igreja que caminha no sentido que não deveria estar? Quem vai falar a verdade e não temer a vida? Quem vai abrir a boca? Quem vai falar a essa geração que buscar o bem e não mal para viver é o que o Senhor dos Exércitos ordena? Quem vai dizer que haverá pranto em todas as praças no grande dia do Senhor? Quem vai pagar o preço de ser caçoado e rejeitado? Quem pode dizer eis-me aqui para o Senhor e rejeitar uma vida confortável no mundo? Quem vai estar na contra-mão do sistema?



EU???

Pense nisso...


Evangelho que prega prosperidade

acima das circunstâncias

não é o mesmo da Bíblia. Anátemas!

Fora os anátemas...


sexta-feira, 10 de outubro de 2008



















"Ser uma pessoa implica sempre tornar- se uma pessoa, estar num processo de mudança permanente." John Powell.


Grandes decisões decidem grandes destinos.


Eu não vou me diminuir. Só me diminuo se for na condição de João Batista quando disse: "Que eu diminua para que o Senhor apareça."


Se não for assim, não diminuo minha sorte, minha missão, minha crença, meu destino.


Quanto maior for a minha decisão, maiores consequências ela trouxer, maior será o resultado do que amanhã eu terei.



Eu acho que é isso. Ou pelo menos penso hoje assim.




(adoro essa foto... são duas grandes amigas... uma eu ganhei de presente, minha tia Milaide e tio Gute quem me deram. a outra, eu ganhei da vida.)

Jamille e Rebeca.








terça-feira, 7 de outubro de 2008

PROSTITUIÇÃO


Dias questionadores.
Dias em que nossa fé tem sido provada como o ouro provado no fogo.

Lendo o livro de Oséias, encontro uma história interessante e chego a comparar nossas atitudes e desperdício de vida com a vida dela. Da mulher de Oséias. Sim, penso que estamos nos escondendo atrás de máscaras e vivendo barganhas dissolutas dentro de um evangelho que não é o mesmo que Jesus ensinou. Prostituindo-nos com ranços, com o dissabor da vida, com a racionalidade fingida de subconsciente irracional. Poupe-me. Somos muito similares a ela. A prostituta, salva da vida pecaminosa, a vida de vergonha e transformada em uma mulher de bem. Gomer era o nome dela. Uma mulher adúltera, porém, amada por Oseías.
Só que o anseio e o desejo carnal de perseverar na caminhada da prostituição gritaram mais alto. E o retorno para o prazer de vender seu corpo foi inevitável.
Adeus Oséias.
Adeus vida direita.
Adeus vida regrada.
Ainda bem que Oséias era misericordioso. Digno de amor. Amor incondicional. Amor de graça.
Perdoou sua mulher, a trouxe de volta, seguindo a ordem divina e reestruturou seu lar, sua casa, sua família.
Quantos de nós somos assim?
Nos prostituímos com altares, com ídolos que não falam, que não andam, que não ouvem, não vêem. Nos vendemos por tão pouco, por prazeres, por pecados e nos afastamos de Deus.
Que triste lida! Assim foi com Israel, que com outros deuses se prostituía e se esquecia do incondicional amor do Deus que o livrou do Egito.
Que triste lida, assim somos nós. Salvos do pecado, agraciados com a salvação, mas ingratos quanto ao perdão.
Calor de dia, frio de noite. Incômodo constante. Falta de água, comida insuficiente. Inexistência de sombra, escassez de vento.
Esse é o deserto. Passamos por lá e não entendemos o silêncio de Deus. Não entendemos suas razões em nos permitir o sofrimento. Claro, nos esquecemos que constantemente rejeitamos suas propostas, seus convites e não percebemos que voltar a uma vida de práticas errôneas e pecaminosas é só uma questão de tempo.
“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” Os 2.14
É necessário o deserto, é necessária a retirada para o sol escaldante. É necessário ouvirmos a Deus. Seu sublime amor é capaz de nos atrair para o sofrimento para ouvirmos Sua voz, entendermos seus propósitos e concebermos seus sonhos.
Chego a conclusão de que somos como ela... Como Gomer. A mulher de Oséias.

Essa canção é de Brooke Fraser.
Tenho cantarolado na versão original que é em inglês e fiz uma versão.
Letra reflexiva e muito forte... real.



OUÇA A CANÇÃO:
MULHER DE OSÉIAS(Brooke Fraser)

Em baixa voz com ela ao meu lado conversei
Agoniado coração, me preocupei
Porque sem entender com raiva me perguntou
Pra que viver???

Eu vejo marcas de buscas aonde vou
De corações a guerras, livros a tv
Há uma pergunta escondida que ninguém vê...
Pra que viver???

Somos como a mulher de Oséias
E perdemos tempo como ela
E usamos as pessoas como escadas e punhais

Se você pode ver
Se consegue ouvir
E achar dentro de você o desejo
De ir além
Liberte-se de si
Volte a viver
Recomece o quantes antes
Acreditar é começar

Há verdades tão pequenas em parte de nós
Não adianta esconder, elas vêm após
Das perguntas que ecoam dentro de você
Pra que viver???

Somos como a mulher de Oséias
Jogamos fora a vida como ela
E nos vendemos e mentimos por dinheiro pra viver
Somos muito mais
Do que possam imaginar
Imaginar...
Mais do que além
Sangue e emoções
Idéias e noções
Mais que areia do mar...

sábado, 4 de outubro de 2008

ACIMA DA MEDIOCRIDADE


"Escrevo o que vivo, a boca fala o que o coração está cheio e os dedos digitam os pensamentos do meu coração..."

Religiosidade. Costumes. Tradições. Princípios...
Ah... São tantas as causas que escondem as principais razões do homem religioso. Causas baseadas em criações, lugares, meios de vida, de trabalho, imposições, “forçações de barra”. Tudo fundado na idéia de que assim nasci, assim fui criado, assim morrerei, assim deixarei meu legado.
Tenho observado a luta constante dos líderes das igrejas em insistir nos ideais iniciais das suas denominações. Tem lutado com todas as forças para permanecerem naquilo em que foram ensinados. É algo mais moral do que espiritual. E as conseqüências dessa luta constante e veroz têm sido drásticas para os nossos dias e produzido uma geração inconformada, desequilibrada e sedenta por respostas.
A sociedade em constante mutação, em seguidas doses de injeção de modernismos vem agregando à igreja valores antes desprezados pelos líderes. São valores não essenciais, mas não menos importantes. Mas também não devem ganhar peso incondicional ante aos princípios e doutrinas bíblicas sobre o que é pecado ou não.
Penso que os últimos dois meses que vivemos, foram recheados de situações que colocaram em dúvida a índole de alguns importantes referenciais para a igreja. A eleição, acompanhada de altas doses de papel moeda, trás para dentro do corpo de Cristo algumas inverdades, antes nunca aceitas. Há uma perda de conceitos e a igreja vem, honestamente, perdendo sua identidade quanto entidade, quanto pilar espiritual da sociedade. Perceberam o nosso poder contundente, nossa força e disfarçados de “amigos do evangelho”, ganharam o apreço da nossa liderança. É visível a deturpação de um relacionamento com o mundo que não deveríamos aceitar. “... se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele...” I Jo2.15. E é exatamente nesse ponto que quero ater-me.
Até que ponto que se interpreta essa amizade com o mundo e a confunde-se com costumes quanto a uma simples indumentária? Interpretações desse texto são acompanhadas de horas de pregações relacionadas à como devemos nos comportar quanto aos costumes e não quanto ao pecado da corrupção dos nossos corações. “O coração do homem traça o seu caminho...” Pv 16.9. E problemas mais sérios a serem tratados ficam escondidos e produzindo reações que resultam em pessoas que se vestem como crentes, andam como crentes, mas não agem como tais.
Até onde uma cultura milenar deve permanecer ativa e acesa? O que é mais precioso... rasgar as vestes ou rasgar o coração? Lembro-me do profeta Joel, pregando a misericórdia ante a um arrependimento. Invalidando qualquer sacrifício exterior, quando que, verdadeiramente, o que importa para o Senhor são atitudes sinceras de um coração puro, pronto para produzir frutos dignos de arrependimento.
É um farisaísmo que prende as mentes e cega os olhos dos mais altos escalões da igreja a verdades tão refutadas antigamente. O que era pecado antes, hoje pode não ser, ou como se diz “isso não tem nada a ver”. Lamentavelmente, sem respostas a certos tipos de pecados, se é que podemos classificá-los, nos fixamos na idéia de que não devemos remover as estacas fincadas pelos nossos pais e interpreta-se textos bíblicos tão contextualizados a maneira que lhes convém.
Presos a legalismos, a ordenanças humanas e antigas... A visão da igreja está limitada e está disseminada uma tão triste situação, abominada pelo próprio Jesus: o julgamento ao próximo. O preconceito de quem é ou não é, de quem tem ou não tem. E o reino espiritual fica restrito a quem cabe nos padrões determinados.
Uma triste situação de mediocridade impera na igreja. Um tempo de conformismo e solidez nos parâmetros assinados por homens e continuados por homens também. Um tempo de hipocrisia quanto a atitudes de imoralidade consciente e de arrependimento sincero. Quem determinou as leis? As que foram determinadas por Deus, foram escritas por homens santos, reveladas pelo próprio Deus e contidas nos sagrados livros da santa escritura. O que vem adiante, são pensamentos e determinações humanas. Portanto, indiferentes para Deus.
“Porque irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne, sede antes, servos uns dos outros pelo amor.” Gl 6.13.
A palavra nos chama a liberdade e não a carregarmos fardos pesados que nos causem envergadura na coluna, que nos impossibilitem a andar precisamente com um andar vitorioso e confiante, olhando para frente.
Imutável é o Senhor nosso Deus, mas a sociedade “metamorfosicamente” caminha, levando consigo a igreja. Adequarmos-nos ao sistema e mantermos uma postura inconformada com o mundo é um dever. “E não vos conformes com o mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (mente), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.1. E essa postura nos é garantida quando nossa mente está espiritualmente renovada, longe do pecado, perto de Deus.

" O que pode fazer a pessoa honesta quando as leis e os bons costumes são desprezados?"O Senhor DEUS está no seu Santo Templo; o seu trono está no céu.Ele vê todas as pessoas e sabem o que elas fazem. (Sl 11:3,4 Linguagem de Hoje)
Li isso em um livro do sábio Mike Murdok: "Seu sistema de convicção foi escolhido para conforto ou mudança."